Enquanto Alice dormia...
Estamos no último mês. Faltam três semanas para completarmos o período de espera por Alice. Parei de trabalhar e achei que fosse ficar bem tranquila, mas ainda faltam os últimos retoques como pendurar a cortina, comprar um mobile... Ainda sem muito tempo, confesso que estou um pouco ansiosa para conhecê-la, pelo momento do parto e por todos os desafios que virão. Como muitos me disseram, depois que ela chegar sei que nossa vida vai mudar e que não imaginaremos mais nossas vidas sem ela.
Um passo de cada vez... e o próximo é mesmo o nascimento, o parto. Estou lutando muito para que ela venha ao mundo de forma natural, em parto normal, o mais humanizado possível. No caso do nosso convênio (Vera Cruz) a porcentagem de cesarianas é de 93% (!!). Hoje é muito comum que os médicos sejam "favoráveis" ao parto normal, mas no primeiro contratempo o médico já sugere a cesariana. E aí fica complicado ir contra a opinião médica, principalmente em um momento como esse que nos encontramos tão vulneráveis.
Após um curso de maternidade onde se enfocou sobre as facilidades do parto cesariano, fiquei ainda mais preocupada. O sistema é muito favorável à cirurgia, já que se pode agendar, anestesiar e delimitar o tempo de duração do parto. Desde o começo procurei deixar claro para a minha médica que tendo a possibilidade de escolha nós optaríamos por algo mais natural. Ela então nos apresentou um folheto de um grupo (Grupo Samaúma) que falava sobre parto humanizado e tinha contatos de doulas, que auxiliam a mulher no momento do parto. Fiquei sabendo ainda que o Hospital Vera Cruz tinha um quarto para parto humanizado, o que me deixou muitíssimo feliz. Acabo de descobrir que há 3 meses esse quarto foi desativado, por falta de uso.
Enquanto Alice dorme, mamãe e papai se empenham para que sua vinda ao mundo seja tranquila.
