Diminutivos

Essa semana nossa querida Alice completa 4 meses. E olha, vou repetir o que todo mundo fala: como passa rápido! Mesmo curtindo todos os momentos, a evolução deles é muito rápida nessa fase. De um dia pro outro começam a rir, a reconhecer as pessoas, a tentar pegar os brinquedinhos... é lindo e emocionante acompanhar cada descoberta. 

O banho de balde tem sido muito divertido, para ela e para nós, pois cada dia ela inventa alguma posição. Faz 3 dias que decidiu ficar de pé no balde! Hoje tentamos que ela sentasse de todo jeito, mas nada feito! Ficou com as perninhas esticadinhas e o joelhinho travado! 

Falando em perninhas esticadinhas... como usamos diminutivo para falar com ou sobre os bebês! É muito engraçado! Minha mãe outro dia lançou o "organisminho" (adorei) e eu já cheguei ao cúmulo de juntar dois sufixos com o "cabecinhazinha".

Assim nossos pequenininhos vão crescendo e nós, diminuindo... 

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Luzes de Natal

Com certeza esse Natal vai ser mais do que especial para a família. O Natal na casa dos meus pais sempre foi muito gostoso, mas sem dúvida ter a Alice conosco vai ser maravilhoso. Na verdade ainda estou chocada com a rapidez que passaram os meses "bro" (setembro/ outubro/ novembro/ dezembro). Será por termos a Alice?!

Eu não consegui acompanhar o processo das luzes pela cidade, das lojas decoradas, dos shoppings lotados (ufa!), nem pela tevê, afinal de contas chegamos à conclusão que Alice é a melhor televisão de todas!!

No café da manhã o programa é: Conferência com os Bichos (ela acorda sorrindo muito e conversa com os bichinhos em seu carrinho).

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À tarde o programa é livre! (às vezes fala, sorri ou sofre um pouco com o calor requerendo cuidado e atenção).

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À noite o programa é: Relaxando no Balde ou Baldernação! (banho de balde que pode ser relaxante ou uma baguncinha, dependendo da energia da moça) . 

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Alice é nossa decoração de Natal, o papai Noel, os presentes... Reclamando, falando, mamando, sorrindo... vale por todas as luzinhas do mundo. 

 

Neném é que nem pintinho...

A moça que faz faxina aqui em casa mencionou essa frase e eu não esqueci: "Neném é que nem pintinho, tem dia que estão bem, tem dia que não..." É a mais pura verdade. Se pararmos pra pensar, nós também somos assim. A diferença é que conseguimos verbalizar nossas dificuldades e felicidades.

A gente fica tentando criar um padrão de comportamento, estabelecer uma rotina certinha, mas aquela coisinha de 5kg dá um baile! Um dia dorme bem, aí fico contente, acho que agora vou conseguir ter um pouco de tempo livre, conseguir tomar café da manhã, almoçar, quem sabe! No dia seguinte não prega o olho, tem dorzinha de barriga e aí a gente percebe que não é bem assim...

Neném é que nem pintinho e a mãe é que nem galinha. Não "galinha" no sentido machista, mas porque a gente põe embaixo da asa mesmo!

Embaixo_da_asa

A Verdadeira Princesa

Quando temos uma filha, acabamos a chamando de "princesa". Algumas menininhas são "verdadeiras princesas". Descobri que esse era o caso da Alice ao conhecer o conto de Christian Andersen (Real Princess ou The Princess and the Pea)

Era uma vez um príncipe que desejava para esposa uma princesa – mas devia ser uma verdadeira prin­cesa! Viajou, pois, por todo o mundo para achá-la. Prin­cesas é que não faltavam, mas todas tinham os seus senões, e ele nunca chegava a certificar-se se eram de fato verdadeiras princesas, tais eram as falhas que sem­pre descobria nelas. Voltou para casa triste e abatido. Desejava tanto encontrar uma verdadeira princesa!

Uma noite sobreveio tremenda tempestade; relâm­pagos rasgavam o céu e a chuva caía aos borbotões. Era uma coisa horrível! Foi quando al­guém bateu à porta do castelo. E o próprio rei foi abrir.

Lá fora estava uma princesa. Mas quanto sofrerá ela com a chuva e a tempestade! A água corria-lhe pelos cabelos e pelas vestes, entrava pelo bico dos sa­patos e saía pelo calcanhar. Disse ela que era uma princesa verdadeira.

- É o que vamos ver! – pensou a velha rainha ao vê-la.


Nada disse, porém. Foi ao quarto, tirou toda a roupa da cama e colocou um grão de ervilha sobre o es­trado. Depois, tomou vinte colchões e colocou-os segui­damente por cima da ervilha. Sobre os colchões, colocou vinte acolchoados de pena.

Ali a princesa devia dormir aquela noite.

Pela manhã, perguntaram-lhe como tinha dormido.

- Muito mal! – disse ela. – Não pude pregar olho a noite toda! Sabe Deus o que havia naquela ca­ma! Estive deitada sobre alguma coisa dura, que me deixou com o corpo marcado. Um horror!

Viram então que se tratava de uma verdadeira prin­cesa, já que ela sentira o grão de ervilha através de vinte colchões e vinte acolchoados. Só mesmo uma verdadeira princesa teria uma pele tão sensível!

O príncipe tomou-a por esposa, pois sabia que en­contrara uma verdadeira princesa. O grão de ervilha foi colocado no museu do palácio, onde ainda está, se é que ninguém o levou.

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A pressa nem sempre é inimiga da perfeição

"Eu tenho pressa, eu tenho pressa, eu tenho pressa à beça. Ai, ai meu Deus! Alô, adeus! É tarde, é tarde, é tarde!" Dizia o Coelho Branco, de Alice no País das Maravilhas. 

Assim chegou Alice, como uma coelhinha apressada, decidiu nascer antes do previsto. Já que era de sua vontade e ela e a mãe estavam prontas, assim o fez.

Antecipou três semanas e no dia 13 de Setembro, às 3h33 de uma terça-feira, depois de poucas horas de contrações, Alice descontraiu-se e alegrou a todos da sala de parto com seu choro.

O parto foi natural, isso é, normal sem anestesia. E como o nome diz, tudo ocorre de forma natural, exatamente como na natureza com os animais. Mas algumas mulheres, no caso a mãe de Alice (no caso, eu) são mais escandalosas do que qualquer outra fêmea. Não consigo imaginar uma égua fazendo aquele drama todo, dando coices no cavalo por estar parindo. Ainda que o parto seja natural, nós nos distanciamos da natureza e acabamos por personificar a manifestação da dor. Cada pessoa tem sua forma pessoal de sentir dor. Algumas formas não são nada discretas (confesso que é o meu caso).

Alice

 Mais Alice: https://picasaweb.google.com/108298535849900694739/Alice

Enquanto Alice dormia...

Estamos no último mês. Faltam três semanas para completarmos o período de espera por Alice. Parei de trabalhar e achei que fosse ficar bem tranquila, mas ainda faltam os últimos retoques como pendurar a cortina, comprar um mobile... Ainda sem muito tempo, confesso que estou um pouco ansiosa para conhecê-la, pelo momento do parto e por todos os desafios que virão. Como muitos me disseram, depois que ela chegar sei que nossa vida vai mudar e que não imaginaremos mais nossas vidas sem ela.

Um passo de cada vez... e o próximo é mesmo o nascimento, o parto. Estou lutando muito para que ela venha ao mundo de forma natural, em parto normal, o mais humanizado possível. No caso do nosso convênio (Vera Cruz) a porcentagem de cesarianas é de 93% (!!). Hoje é muito comum que os médicos sejam "favoráveis" ao parto normal, mas no primeiro contratempo o médico já sugere a cesariana. E aí fica complicado ir contra a opinião médica, principalmente em um momento como esse que nos encontramos tão vulneráveis. 

Doula

Após um curso de maternidade onde se enfocou sobre as facilidades do parto cesariano, fiquei ainda mais preocupada. O sistema é muito favorável à cirurgia, já que se pode agendar, anestesiar e delimitar o tempo de duração do parto. Desde o começo procurei deixar claro para a minha médica que tendo a possibilidade de escolha nós optaríamos por algo mais natural. Ela então nos apresentou um folheto de um grupo (Grupo Samaúma) que falava sobre parto humanizado e tinha contatos de doulas, que auxiliam a mulher no momento do parto. Fiquei sabendo ainda que o Hospital Vera Cruz tinha um quarto para parto humanizado, o que me deixou muitíssimo feliz. Acabo de descobrir que há 3 meses esse quarto foi desativado, por falta de uso.

Enquanto Alice dorme, mamãe e papai se empenham para que sua vinda ao mundo seja tranquila.

Falta um mês

Entrando no nono mês de gravidez, decidi parar com as aulas para descansar um pouco. 

Hoje foi meu primeiro dia de férias e aproveitei para assistir um vídeo sobre parto humanizado. É um pouco tenso, afinal acompanhamos tudo, as contrações, as dores, o neném saindo (no tempo dele, sem auxílio médico). As mulheres gritam e cerca de um minuto depois, o neném nasce. Imediatamente as dores da mãe parecem cessar, pois ela é invadida por um sorriso maravilhoso. Já é muito emocionante assistir, imagino presenciar ou viver algo assim. Lindo, lindo mesmo. 

Infelizmente o único quarto para parto humanizado do Vera Cruz foi desativado há cerca de dois meses, por falta de uso... Lá, a porcentagem de cesarianas é de 93% (!) Assustador, né? 

Conversei com a médica e entramos em consenso sobre tentarmos o parto normal, pelo menos.

Falta um mês. 

Barriguda

 

Tudo é relativo

Passar roupa é sem dúvida o serviço doméstico que mais abomino... A secura, as horas de pé, o calor e a demora em passar uma única peça, por minha falta de prática, só agravam a situação. O Namorado, felizmente, nunca se queixou por ir trabalhar amassado. Em compensação, a moça que vinha fazer faxina aqui em casa dizia que eu era uma "benção" por deixá-lo amarrotado. 

Atualmente as opções de tecidos ajudam e uma dica é procurar comprar roupas com tecidos que não amassem tanto.

Na semana passada, depois de muitos e muitos meses, desencostei a tábua de passar. Tinha um varal de roupas lavadinhas da Alice. Eram fraldas de panos, vestidinhos, calças e bodys. Uma pilha de roupas de peças pequeninas. Fiquei duas horas de pé, procurando fazer um alongamento a cada meia hora, já que ficar de pé parada nesse último mês de gravidez está mais sofrido.  

Não sei se conseguirei manter sempre suas roupas passadinhas, pois não faço ideia de como será nossa rotina entre mamadas, cuidados com a casa e as aulas particulares que leciono. Mas confesso que me deu prazer passar suas roupinhas lindas, já a imaginando vestidinha e linda. 

Varal

Pamonhas, pamonhas, pamonhas

Pamonha
Olha aí, olha aí freguesia! São as deliciosas pamonhas. Pamonhas fresquinhas! Pamonhas caseiras! É o puro creme do milho verde! Temos curau e pamonha!

Ouvindo o carro da pamonha hoje, decidi pedir para parar. Ou melhor, pedir para o namorado correr e parar o carro e lá se foi ele, desembestado! Rapidamente voltou com 3 pamonhas e um curau... delícia! Não comemos tudo, porque agora estou tentando manter o controle, pois na última consulta a médica fez recomendações. 

Então estou caminhando quase todos os dias e tentando diminuir o açúcar para ficarmos bem saudáveis e prontas para a hora do parto. 

Ontem fomos ao curso de maternidade no hospital. Foi muito bom! É muito bonito ver outras tantas barrigudas com seus companheiros, dedicando-se para aprender mais sobre os cuidados na maternidade. Saí de lá com uma sensação boa, de dever sendo cumprido. Recomendo a todas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chá com Alice

O próximo passo de nossa gravidez é o célebre chá de bebê! Alice está ansiosa, imagino, pois não para de se movimentar na  minha barriga... não estou certa se são chutes, murros, pulos ou dancinhas mas ela está bem agitada. A barriga está cada vez maior e não tem como não pensar nela. Faltam pelo menos dois meses para sua chegada e agora é momento de se preparar para o parto. Isso também não sai de minha cabeça. Em agosto faremos um curso pré-natal e espero ficar mais segura para enfrentar o dia de chegada de nossa pimpolha. Tentaremos um parto humanizado, portanto torço para que ela e eu fiquemos prontas! Também optamos pelo banho de balde, a partir do nascimento até o tempo que acharmos interessante. Uma amiga me apresentou e gostamos bastante de seu efeito no bebê. Existem vários vídeos na internet para quem se interessar. Boa sorte!
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